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Epifania do Senhor

Epifania do Senhor

A palavra ‘Epifania’ significa manifestação. Jesus, o filho de Maria e de José, que nasceu num presépio em Belém de Judá se manifesta, se dá a conhecer. A igreja celebra três epifanias: a epifania aos Reis Magos (cf. Mt 2, 1-12); a epifania a São João Batista no Jordão (cf. Mt 3, 13-17); e a epifania a seus discípulos e começo de sua vida pública com o milagre em Caná (cf. Jo 2, 1-12). A que mais destacamos e celebramos é a primeira, ou seja, a desse final de semana.

São Paulo em sua carta aos Efésios (Ef 3,2-3a.5-6), segunda leitura da liturgia, evidencia a universalidade da salvação de Jesus Cristo. Ele não vem apenas para o povo judeu, mas também aos pagãos que são “admitidos à mesma herança” e “associados à mesma promessa” por meio do evangelho. Talvez seja por isso que os discípulos de Jesus não tenham entendido logo a mensagem, pois pensavam que o Messias viria apenas para aquele povo.

O Evangelho de Mateus nos mostra a chegada dos três Reis do Oriente que vem adorar o Menino guiados pela estrela. É um símbolo do reconhecimento do mundo pagão de que Cristo é o salvador de toda a humanidade. De acordo com a tradição do século I, são homens poderosos e sábios. Da Sagrada Escritura sabemos que eram três magos. Da Sagrada Tradição, que eram três sábios chamados Belchior, Gaspar e Baltazar.

Ao chegarem ao palácio de Herodes, perguntam sobre o menino. O rei fica perturbado com o questionamento e ardilosamente pede aos magos que, após descobrirem o paradeiro e as circunstâncias do nascimento do menino, voltem e o informe para que ele também ‘vá adorá-lo’. Aqui nós podemos fazer um paralelo com nossas vidas. Quantas pessoas sabem da existência de Jesus, de sua história e procuram ‘matá-lo’ dentro de si. Não querem que Ele reine em suas vidas. Talvez por não admitirem outro rei. Jesus nos ensina a nos destronarmos do reinado de nosso individualismo. A nos abrirmos a todos os irmãos. A deixarmos de lado nossas garantias e procurarmos a segurança apenas n’Ele. É preciso para tanto, humildade.

Os três reis trazem presentes: Ouro para um rei, representando a realeza do menino; Incenso para um sacerdote, destacando a espiritualidade; e mirra para um profeta, simbolizando a imortalidade.

A religiosidade popular também nos ajuda a bem celebrarmos a epifania do Senhor. Em muitas regiões é costume realizar-se a ‘folia de reis’. Alguns amigos encontram-se e desde o dia 25 de dezembro até dia 06 de janeiro, dia dos Santos Reis, saem de porta em porta em cantoria anunciando o nascimento de Jesus. As famílias em contrapartida os recebe com alegria e lautos banquetes. É Jesus que se manifesta através da simplicidade do povo.

Em Bom Retiro do Sul, algumas pessoas relataram que antigamente se cantava ‘os reis’, porém, o costume foi se apagando ao ponto de quase se extinguir. Mas uma fagulha ainda restava. Como muitos versos haviam se perdido, resolvi escrever alguns intercalando com músicas de regiões do centro do Brasil. E surgiu a missa de reis que procura ser uma roupagem moderna de um costume da religiosidade popular antiga. Essa celebração acontece sempre no dia 6 de janeiro, na Matriz Sagrada Família.

Sejamos portadores da mensagem de Jesus. Anunciemos o nascimento do Menino-Rei que nasce na manjedoura para todos. Em um mundo cada vez mais frio e sem sentido, apontemos o presépio como inspiração para nossas vidas. E principalmente: deixemos o Cristo reinar em nossos corações.

 

Pe. Marcos Leandro de Oliveira – Paróquia Sagrada Família - Diocese de Montenegro

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