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Na Armênia, Papa participa de encontro ecumênico e reza pela paz

Na Armênia, Papa participa de encontro ecumênico e reza pela paz

Neste sábado, 25, o Papa Francisco participou de um encontro ecumênico e oração pela paz em Yerevan, capital da Armênia, país que visita desde sexta-feira, 24. Segundo o Papa, uma oportunidade de reforçar a comunhão entre as Igrejas católica e apostólica.

O fio condutor do discurso do Papa foi o dom da unidade entre os cristãos. Não se trata, segundo o Papa, de uma simples vantagem estratégica para atender interesses mútuos, mas é o pedido que Jesus faz e, assim sendo, é obrigação tanto dos católicos quanto dos apostólicos armênios cumprir esse pedido, essa missão.

E para que se alcance essa unidade necessária, Francisco destacou que é indispensável a oração de todos e o amor mútuo. Assim, cada um é convidado a ter a coragem de deixar para trás convicções rígidas e interesses próprios, em nome do amor que se humilha e entrega, ou seja, o amor humilde. “Este é o óleo abençoado da vida cristã”, disse o Papa.

A paz tão sonhada

Sobre a necessidade de paz, o Santo Padre lembrou que hoje há muitos obstáculos para que ela se concretize. Basta olhar para as trágicas consequências das guerras e para a realidade da perseguição, em especial recordar as populações do Oriente Médio obrigadas a abandonar tudo por causa dessa violência.

Francisco não deixou de recordar o sofrimento do povo armênio com o genocídio ocorrido no século passado, uma tragédia que ainda hoje permanece na memória de muitos. “Quero reiterar que os vossos sofrimentos são nossos”, disse o Papa, acrescentando que recordar esse genocídio é uma advertência para que o mundo não volte a cair em tais horrores. “A fé é a vossa verdadeira força, que permite abrir-se à via misteriosa e salvífica da Páscoa”, acrescentou o Pontífice para destacar a admirável fé do povo armênio.

Diante de tantos históricos de dor e sofrimento, o Papa pediu um compromisso comum para construir um futuro sem sede de vingança, um futuro em que se crie condições para a paz, com trabalho digno para todos, ajuda aos mais necessitados e luta contra a corrupção. Nesse ponto, destacou a responsabilidade em especial dos jovens.

“Queridos jovens, este futuro pertence-vos: valorizando a grande sabedoria dos vossos idosos, aspirai a tornar-vos construtores de paz: não notários do status quo, mas ativos promotores duma cultura do encontro e da reconciliação”.

O Papa concluiu seu discurso convidando os armênios a serem verdadeiros “embaixadores de paz”. “O mundo inteiro precisa deste vosso anúncio, precisa desta vossa presença, precisa do vosso testemunho mais puro”. (fonte: Canção Nova)

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